segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um único ser humano ou mesmo toda a espécie humana é insignificante, sem propósito e irrisória a ponto de não mudar em nada a totalidade da existência. Dada esta circunstância, a própria existência — toda a ação, o sofrimento e sentimento — é, em última instância, sem sentido e vazia.
Renegando os valores metafísicos, redireciona a sua força vital para a destruição da moral. Após essa destruição, tudo cai no vazio: a vida é desprovida de qualquer sentido, reina o Absurdo e o niilista não pode ver alternativa senão esperar pela morte (ou provocá-la).


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Meu silencio te machuca e isso me machuca como facas cravadas no meu corpo e respirar é a ingestão de litros de veneno em cada suspiro. Meu cérebro congela com sua inevitável presença. Doce silencio, deveras a melhor solução, amargo silêncio, seria quem sabe meu castigo.
Ando a passos largos para a escuridão, mas não posso te levar comigo. 

Mirrors

Mesmo que você não me veja, eu vou estar sempre aqui. 
Mesmo que você se sinta sozinho, vou estar sempre aqui. 
Eu preciso estar.
Te vendo, de longe, através da bolha de distância que criei ao seu redor.
Você não pode me ver. Certamente nem conhece minha existência, ou melhor, minha presença dessa forma... 
Mas eu sou um observador, e a vontade me tenta, porém eu suporto a dor de não poder te ter ainda.
Prefiro te ver sempre e ter a certeza de que não te causei mal, do que minha presença devastadora em sua vida. 
Sou um observador, e é isso que devo fazer. Nunca cruzar o espaço que nos separa.
Dentro de mim, apenas nesse pequeno espaço atemporal criado por mim, seremos sempre só eu e você, e eu poderei te chamar de meu. E de lá ninguém jamais poderá te tirar. 
Eu estou com você, o tempo todo.